Operação cumpre prisões e afastamentos de PMs suspeitos de tortura e execução em Monte Santo.
Uma força-tarefa envolvendo o Ministério Público da Bahia e a Secretaria de Segurança Pública realizou, nesta terça-feira, 2, uma ampla operação que atingiu seis policiais militares investigados pela morte de Edmilson Cruz do Carmo, ocorrida em fevereiro deste ano, em Monte Santo. A ação resultou na prisão temporária de dois PMs, no afastamento imediato de outros quatro e no cumprimento de oito mandados de busca e apreensão.
As ordens judiciais, expedidas pela Vara Criminal de Monte Santo, foram cumpridas em diferentes municípios da Bahia (Euclides da Cunha, Ribeira do Pombal e Monte Santo), além de Aracaju (SE) e Trindade (PE).
As buscas ocorreram nas casas dos investigados e em unidades Cipe Nordeste.
Armas, aparelhos celulares, um simulacro e outros objetos foram apreendidos para análise pericial.
A operação foi articulada por diversos órgãos de controle e investigação, incluindo o Geosp e o Gaeco do MPBA, a Força Correcional Especial Integrada (Force), a Corregedoria da Polícia Militar e os Gaecos dos Ministérios Públicos de Sergipe e Pernambuco.
O caso ganhou novos desdobramentos após o MPBA identificar divergências entre os laudos iniciais e a versão apresentada pelos policiais, que registraram a morte como decorrente de intervenção policial. As contradições levaram o órgão a aprofundar as apurações.
Segundo o Ministério Público, provas reunidas posteriormente indicam que Edmilson não reagiu nem trocou tiros com a guarnição. Ele teria sido torturado e executado dentro da própria casa por dois dos PMs sob investigação. Um familiar que presenciou a ação também teria sido ameaçado e agredido.
As suspeitas sobre os outros quatro policiais apontam para participação na adulteração da cena do crime, remoção do corpo e produção de depoimentos e objetos falsos com o objetivo de mascarar o homicídio como uma ação policial legítima.
* fonte: infoserrinha


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